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a brindar sem água

"Vinho não é bebida alcoólica! É paisagem, história, etnografia, inspirador e coligado no evoluir do Homem. Tudo isso falado no copo!" - Eu

a brindar sem água

"Vinho não é bebida alcoólica! É paisagem, história, etnografia, inspirador e coligado no evoluir do Homem. Tudo isso falado no copo!" - Eu

MARÇO 2020 - NOTÍCIAS

31.03.20 | manuel

GASTRONOMIA DO PENHA LONGA EM CASA

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Foto: Armando Jorge Mota Ribeiro

 

É através do serviço “Take Away by Penha Longa” que a gastronomia de fine dinning se aproxima dos seus admiradores. Este serviço faz-lhe chegar a casa as iguarias dos restaurantes Spices, Arola e Penha Longa Mercatto.

Cada um dos chefes galardoados com Michelin, elegeu do seu restaurante pratos que estarão disponíveis nos horários de funcionamento regular. Se for requisitado fora desse período, não vale a pena desesperar, para essas situações foi criado o “24 hour menu”, “mais resumido e disponível todos os dias, em contínuo.”

Mais informação no site do Penha Longa:

Ano 2020 - Prémios e etc

30.03.20 | manuel

O Esporão Colheita Branco 2018 recebe 90 pontos na Wine & Spirits

 

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#istoéesporão #EsporãoColheita @esporaoworld 

 

Segundo a empresa, o vinho Esporão da gama Colheita, o primeiro vinho da empresa certificado como biológico, foi-lhe atribuído pelo painel de prova da publicação Wine & Spirits, que lhe atribuiu 90 pontos, e mereceu os seguintes comentários: “Trata-se de um blend de Antão Vaz, Viosinho e Alvarinho cultivados nos solos xistosos da Herdade do Esporão, fermentados em betão e envelhecidos em borras finas. Essa tranquilidade limita os aromas maduros de maçã dourada do vinho, embora sejam as frutas pálidas que perduram. Se costuma gastar regularmente o dobro do preço num simples Chardonnay do Novo Mundo, pode considerar este vinho uma alternativa”.

Esporão Colheita Branco 2018 | 75 Cl – P.V.P. Recomendado com IVA €9,99

A linha da frente no restaurante

29.03.20 | manuel
 
O “serviço” é simplesmente o único produto que qualquer restaurante oferece. O serviço recebido por quem entra porta adentro é um “serviço” de serviços, e tem os seus heróis.
 
 

pexels-photo-696218 (1).jpegPhoto by Helena Lopes from Pexels 

 

O serviço no restaurante, não é o serviço de mesa. É um dos vários serviços que constituem o serviço do restaurante. Entre os vários, conta-se o serviço de cozinha, o serviço de pastelaria, o serviço de bar, o serviço de reservas, o serviço de limpeza, o serviço de armazém, o serviço de acolhimento, o serviço de atendimento ao cliente, o serviço de venda, o serviço de vinhos, etc. O “serviço” que é percebido, sentido e usufruído pelo cliente, é um serviço de coletivo.

O bom serviço deve resultar da eficaz organização e da interação bem oleada dos serviços, que cria valor à experiência do cliente, a qual merece, do restaurante, toda a responsabilidade e gratidão por este ter decidido entrar. Por honrar o restaurante com a sua presença. É o cliente, o bem mais precioso do restaurante. Não é o chef, não é a comida, nem o vinho, nem tão pouco o candeeiro xpto, é o cliente! O cliente é o órgão vital do restaurante. E não tem a obrigação de entrar. Escolhe e decide onde quer ir! Mais uma vez, o cliente, ao entrar no nosso restaurante, é uma honra suprema!!

No combate ao CIVID-19, existe a linha da frente. São os profissionais de saúde em contato direto com os enfermos. E recebem aplausos pela dedicação e esforço. Os empregados de mesa, a equipa de sala, são a linha da frente do restaurante. São quem materializa perante o cliente a afinação ou desafinação da máquina do restaurante. E não recebem aplausos!

MARQUÊS DE MARIALVA ARINTO RESERVA 2017

24.03.20 | manuel

MARQUES DE MARIALVA.jpg

 

Este vinho é verdadeira pérola em várias prateleiras das inúmeras superfícies comerciais. Oriundo da Bairrada, da notável Adega Cooperativa de Cantanhede!

Vinho branco elaborado a partir da mais versátil casta branca portuguesa, a casta Arinto. Oferece-nos aroma muito rico, de fascínio imediato, a fruta mostra-se num perfil maduro (talvez devido ao calor da colheita de 2017), a sugerir tangerina, alperce e limão desidratado. Bem perceptíveis as notas de barrica, mais vincadas no primeiro instante, abre progressivamente espaço à fruta, ficando o aroma mais equilibrado.

Tem na prova de boca, ponto forte! Volume e alguma suculência, é macio e cremoso, resultado da fermentação parcial em barrica, bem recheado de fruta, o teor alcoólico de 13,5% confere belíssima compostura e constituição. A acidez está menos “visível” no primeiro impacto. Ao darmos conta do balanço geral, vamos percebendo que a acidez lá está, a fazer as necessárias compensações, sem protagonismo, bem altruísta. Para abrilhantar ainda mais a prova, o sabor do vinho permanece de forma bem apreciável. Que mais se pode pedir?  

Certamente um estilo de vinho consensual, mas se lhe prestarmos a devida atenção, é um senhor de imensos detalhes. À mesa, é um belíssimo todo-o-terreno. Com peixes, aperitivos, algumas carnes, queijos, etc.

Ao contrário da info do contrarrótulo que refere para servir a 8ºC, não concordo. A essa temperatura, demasiado baixa, perderemos muito do que referi anteriormente. Uma temperatura a rondar dos 12ºC, parece-me a mais acertada. E se não houver pressas, também não desiludirá!

PVP: 6€ - 7€

Classificação: A adquirir sem hesitação.

 

Brejinho Tinto 2016

22.03.20 | manuel

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Do extenso litoral português, que ajuda na caracterização de várias regiões vitivinícolas, na maioria a norte de Lisboa, hoje, também mais a sul surgem vinhos que temperam o quente da insolação e retenção da temperatura elevada pela areia, com a frescura da brisa marítima. Como se de um novo perfil se tratasse. É o caso deste vinho!  

Visualmente a extração moderada e os tons granada brilhantes de viscosidade bem tingida a rubi fazem antever a fruta e jovialidade. Sendo da colheita de 2016, faz todo o sentido. O aroma revela, de imediato, essa jovialidade. Fruta viva, sugere ameixa preta, groselha preta, sugestão a flores secas e subtil tostado/fumado. Curioso, pois na info do produtor não é referido qualquer trabalho com madeira. Refere sim, fermentação em lagar de inox. Ao ser elaborado em lagar com exposição ao oxigénio junto da eventual presença de engaço atempado ou de ligeira desidratação da uva, podem dar origem a subtil fumado. Algo natural em vinho com 14% de teor alcoólico numa região quente! Também a Syrah, presente no lote, por vezes faz-se notar pelos tons a especiarias tostadas. Ou então, trabalhado, de algum modo, com aparas ou aduelas. O que conta, é que o aroma se mostra bem conseguido. Capta a atenção!

A maciez da origem faz-se sentir logo no primeiro instante na boca. Envolvente, bem constituído, de apreciável volume, sem qualquer peso dos 14% de teor alcoólico. Proporção impecável. Sente-se apreciável quantidade de taninos, perfeitos de integração, maduros e suaves, sem arestas, com textura de subtil granulado. Para mim, muito habitual nos tintos da região. Destaque à acidez, bem perceptível, em registo bem típico por estas bandas. Muito refrescante, em contrapeso com o álcool, em sintonia com taninos e fruta. Delicioso! Salivante! Sem qualquer dureza! A tudo isto, acena uma sugestão “salina”, afirmando o caracter da origem. Falta-lhe comprimento e persistência, mas é pródigo em prazer, equilíbrio e personalidade. Só isso é de muito valor! Vinho com distinção e carater a menos de 5€, como este, olhem que não abundam!

É daqueles vinhos em que muitos passam por ele na prateleira e seguem em frente em direcção a rótulos mais conhecidos. Este vale bem a aposta!  Esta garrafa evaporou-se num ápice! A beber entre os 15ºC e 16ºC.

Classificação: Cuidado que …vicia!

Produtor: Quinta Brejinho da Costa

Região: Vinho Regional Península de Setúbal