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a brindar sem água

"Vinho não é bebida alcoólica! É paisagem, história, etnografia, inspirador e coligado no evoluir do Homem. Tudo isso falado no copo!" - Eu

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"Vinho não é bebida alcoólica! É paisagem, história, etnografia, inspirador e coligado no evoluir do Homem. Tudo isso falado no copo!" - Eu

Casa da Gazalha Grande Escolha

27.04.20 | manuel

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Provar em paralelo um mesmo vinho de duas colheitas diferentes, e poder olhar para um e para o outro, somar a evolução e o aprendizado entre um e o outro, é muito didático e dá-nos fotografia emoldurada do produtor, estilo e perfil das uvas e do vinho.


É o caso deste Casa da Gazalha Grande Escolha, um vinho de 2016 e outro de 2018, oriundos de uma parcela do produtor. Vinhos produzida na DOP Vinho Verde, Penafiel, no vale do Sousa, nome de rio que lhe dá o nome á sub-região, apenas com a casta Trajadura, uma raridade, pois são poucos os que se aventuram em vinhos monovarietais dela.
O 2016 mostra a sua tonalidade mais amarelada, bonita e brilhante, que nos faz acalentar a esperança de ainda estar recheado de bons atributos. No aroma, a expetativa confirma-se! O aroma está muito inteiro, cheio, pleno de fruta madura, ainda muito cítrico, não sem antes o aroma nos dar conta de que esteve efetivamente alguns anos em garrafa, pelas ligeiras notas a lembrar brioche e avelã. Um golpe de pulso e cresce, cresce na riqueza e complexidade aromática.


Já o vinho de 2018, encanta pelo amarelo pálido, luminoso e radiante. Aroma belíssimo, intenso, sob devida contenção, sem frugalidade, embora denote estar a iniciar interação com a garrafa. Maçã e sugestões a ervas aromáticas frescas, tal como ténue alusão a maresia, o afasta do perfil do 2016, no geral talvez um pouco mais maduro e este 2018 é de primorosa afinação pela frescura. Bom, aqui conta a evolução, claro, mas também o teor alcoólico, pois o 2016 com 12%, e a assertividade do 2018 espelha os parcos 10,5% de volume alcoólico.
Mais volumoso e cheio na boca o 2016, o ligeiro amargo dá-lhe algo de severidade, mas que apreciei, talvez de uma desidratação e esmagamento menos preciso, mas o que conta é que está aí para as curvas, até no final persistente.

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O 2018 é outra loiça! É brilhante na boca, incrivelmente untuoso para somente 10,5%, acidez muito bem domada, em favor da verdadeira frescura do conjunto, a refrescar tudo em que toca e não de qualquer protagonismo desarmonioso. E fica, e persiste, para quem gostar revela-se confiável no muito que tem para dar. Uma bela descoberta! O 2016 a dar o selo de garantia ao 2018!
Muito bom entre os 12ºC/13ºC! Vá, está bem, 14%C
PVP: 8,40€ aqui

Classificação: A adquirir de caras!