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a brindar sem água

"Vinho não é bebida alcoólica! É paisagem, história, etnografia, inspirador e coligado no evoluir do Homem. Tudo isso falado no copo!" - Eu

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Quinta do Cume Old Vines 2016

16.05.20 | manuel

Novidade, estreia deste produtor, Quinta do Cume, proveniente de vinhas com média de idade a rondar os 60 anos, no sistema tradicional de mistura das variedades, field blend.

 

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O que impressiona é o protagonismo da elegância e uma rara perceção de sofisticação e vivacidade deste vinho. Parte desta “elegância” e frescura deve-se também às particularidades da vindima 2016, em que o Setembro fresco originou diversidade de equilíbrios e acerto de maturação em ritmo pausado e discriminatório.

Outra razão, desta feita da minha interpretação pessoal, é o fato de a enologia estar a cargo de um francês. E com provas dadas pelo Douro. A relevância deste ponto reside na constatação do incrível polimento do vinho. E não é caso único na região. Reconhece-se a elegância em vinhos, tal como os da Quinta da Boavista, do Chryseia, da Poças, entre outros. O que têm em comum? A participação de enólogos franceses, que respondem por parte dos créditos da sofisticação e polimento desses vinhos. Dizem, vários produtores e enólogos da região, que estes têm uma maneira própria na gestão dos compostos fenólicos e da barrica. Dão um toque de sofisticação à tradicional rusticidade e vigor dos vinhos da região. Eu “chamo-os”, de vinhos do Douro com papillon.

O perfil aromático do vinho é de manifesta sofisticação, sóbrio na expressão da fruta vermelha, maduro, contudo de meticuloso equilíbrio. No aroma, evolui espraiando-se em detalhes e subtilezas. Integração da madeira bem adiantada, tempo de garrafa que continuou e continua a esculpir a fusão. Descobrem-se belos tons florais, balsâmico, especiarias muito finas. Tudo certo, mesmo no timming de lançamento.

Na boca, o volume e fluidez seduzem e cativam na prova. Encorpado, nada pesado ou fatigante, bem preenchido de fruta vermelha, boa, glicérico que acomoda a generosa quantidade de taninos, firmes, carnudos, mas acetinados. Estes desmontam-se perfeitamente na coagulação com saliva. Relevante, também, a vivacidade e perfil de frescura do conjunto, com nível relativamente elevado da acidez a ser parte definidora da fisionomia do vinho. Persistência final bem notória, perfumada, delicada, a fechar um círculo coeso e harmonioso.

Vinho de belíssimos detalhes, ainda assim é um vinho de conforto e aptidão em fazer-se agradar. Muito bem equipado para a guarda em cave, e para variados momentos de consumo desde já. Idealmente para propostas gastronómicas com algum requinte e moderação de robustez.

Classificação: A adquirir de caras!

PVP: 31€

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